BNDES detalha linha de 40 bilhões para micro, pequenas e médias empresas

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gustavo Montezano, detalhou na tarde de hoje, 29 de março, a linha de R$ 40 bi do BNDES para folha de pagamento às micro, pequenas e médias.

A previsão de liberação dos recursos para pagamento da folha de pagamento é para o mês de maio, com objetivo de pagar o salário de abril, e informou que o BNDES está trabalhando para adiantar o processo operacional desse procedimento.

O Banco também expandiu a oferta de capital de giro da linha BNDES Crédito Pequenas Empresas, com pelo menos R$ 5 bilhões disponíveis para as micro, pequenas e médias empresas.

Sobre isso, Montezano atualizou que a instituição ouviu, ao longo da semana, demandas de empresários.

“Esse produto foi disponibilizado operacionalmente esta semana. Tivemos demanda pelo produto, que envolve agentes financeiros”, detalhou o presidente do Banco;

Tiago Peroba, chefe do Departamento de Clientes e Relacionamento Institucional do BNDES, apresentou a nova ferramenta disponibilizada no site do BNDES pela qual é possível consultar quais instituições financeiras e cooperativas de crédito o empresário poderá ter acesso a linha crédito disponível, assim como, poderá comparar diretamente o percentual de juros cobrados em cada instituição.

Além disso, a linha de crédito para capital de giro poderá ser solicitada por negócios com faturamento anual de até R$ 300 milhões, com limite de financiamento por cliente de até R$ 70 milhões, carência de 24 meses com prazo total de 60 meses.

O objetivo da iniciativa é oferecer crédito rápido e flexível para empresas de todos os portes, amortecendo os impactos financeiros da pandemia sobre os empreendedores e contribuindo para a manutenção de empregos no Brasil.

Segundo Montezano, em apenas dois dias, houve demanda de 259 empresas em operações diretas demandando esse tipo de operação.

“Na próxima semana, os sistemas estarão prontos para que os clientes procurem os bancos privados”, informou Montezano.

O BNDES está oferecendo também a possibilidade de suspensão de pagamento de juros remuneratórios e principal por seis meses aos clientes dos financiamentos indiretos, ou seja, aqueles financiamentos obtidos junto a bancos, cooperativas e outros agentes financeiros credenciados.

O Banco detalhou também sua linha emergencial de até R$ 2 bilhões para empresas da área de saúde, chamada de programa “BNDES Apoio Emergencial ao Combate da Pandemia do Coronavírus”. A medida vai permitir entrega de 3 mil novos leitos emergenciais de UTI, 15 mil respiradores pulmonares, 5 mil monitores e 80 milhões de máscaras cirúrgicas no país para enfrentar o novo coronavírus.

O Conselho Monetário Nacional autorizou o BNDES a repassar recursos também para fintechs a partir de maio, com objetivo de ampliar os canais de acesso ao crédito das pequenas empresas.

O apoio aos Estados e Municípios nesse momento de pandemia depende da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) n. 149/2019, que trata do Pacto Federativo (Plano Mansueto), para que o BNDES possa operar linhas de crédito diretamente junto com os Estados e Municípios.

Serviço
Tire suas dúvidas sobre crédito emergencial para capital de giro e suspensão de pagamentos no site do BNDES:
▪ Transparência: tabelas informativas sobre empréstimos feitos
▪ Todas as informações em: www.bndes.gov.br/creditoemergencial

Fonte: http://site.cndl.org.br/

Pontos pleiteados pela CNDL e UNECS são contemplados em Medida Provisória

Informamos que pontos pleiteados pela CNDL e UNECS foram contemplados na Medida Provisória nº 927/2020, editada ontem (22) pelo Governo Federal. A MP traz regras trabalhistas para enfrentamento da calamidade pública em função da COVID-19 (Pandemia de Coronavírus).

Pela MP, os acordos individuais entre empregado e empregador terão mais força que os acordos ou convenções coletivas de trabalho, ou seja, são superiores a própria CLT, tendo a Constituição Federal como limite. Também, de forma unilateral, pode determinar medidas emergenciais, como o teletrabalho (home office), a concessão de férias coletivas, a antecipação de férias individuais, o aproveitamento e antecipação de feriados.

A MP suspende também a exigibilidade do FGTS referente às competências de março, abril e maio de 2020, independentemente do número de empregados, adesão prévia ou atividade econômica desenvolvida.

Quanto aos exames médicos, durante a calamidade, apenas será exigido o demissional, estando dispensado os demais (ocupacionais, clínicos ou complementares).

DESTAQUES
Teletrabalho: poderá ser implantado independentemente de acordo, exigindo apenas um aviso de 48 horas de antecedência.

Férias individuais: antecipação de férias vincendas de período não inferior a 5 dias corridos ainda que o período aquisitivo não tenha transcorrido. Será feito mediante aviso com 48 horas de antecedência, por meio escrito ou eletrônico, indicando o período a ser gozado.

Férias coletivas: fica dispensada a comunicação prévia aos Sindicatos e do Ministério do Trabalho, não se exigindo ainda a aplicação do limite máximo de períodos anuais e o limite de dias corridos previsto na CLT.

Aproveitamento e antecipação de feriados: o empregador pode antecipar feriados desde que não religiosos, que exigem concordância do trabalhador. Deve informar com antecedência de 48 horas, podendo ser por escrito ou eletronicamente com indicação dos feriados aproveitados.

Banco de horas: durante o período de interrupção das atividades pelo empregador fica permita a compensação por meio de banco de horas, por um período de até 18 meses, contados do encerramento do estado de calamidade pública e respeitando o limite de até duas horas extraordinário por dia.

Fonte: CNDL 

Funcionários felizes produzem mais

pessoas felizes reunidas

Diversas pesquisas já comprovaram que os funcionários felizes produzem mais. Aliás, de acordo com a Universidade da Califórnia (EUA), quando os colaboradores estão satisfeitos com o trabalho há um aumento de mais de 30% nas vendas. Em contrapartida, quando existe algum tipo de insatisfação esse índice tende a cair. Portanto, é papel de todo gestor encarar a satisfação do colaborador como um investimento e não um gasto.

Afinal de contas, os bons resultados são importantes para o crescimento da sua empresa. No entanto, a dúvida é sempre é a mesma: como deixar os funcionários felizes para produzirem mais? Abaixo você encontra algumas dicas! Planos de benefícios e bônus sem sombra de dúvidas um dos principais meios de fazer com que seus colaboradores sejam mais animados, motivados e produtivos é oferecer planos de benefícios e bônus. Isso porque, ter o trabalho reconhecido e recompensado deixa qualquer pessoa feliz.

Então, é interessante adotar algumas estratégias, como:
 Prêmios para os funcionários mais produtivos do mês;
 Folgas como um prêmio;
 Bonificação por meta atingida;
 Presentes em datas comemorativas.

Todos esses benefícios se refletem em uma em um funcionário bem mais
alegre, capaz de executar suas atividades com uma maior eficácia. Atenção com a carga horária de trabalho buscando aumentar a produtividade algumas empresas aumentam a carga horária de trabalho. Entretanto, esse tipo de atitude acaba deixando os colaboradores estressados, insatisfeitos e desmotivados. Consequentemente, esse comportamento e sentimento acaba refletindo nos índices da empresa. Em contrapartida, pensar em uma carga horária mais flexível e moderada reflete de modo direto em funcionários felizes que produzem mais. Sendo assim, é interessante adotar pausas programadas durante os expedientes, além de fornecer momentos de relaxamentos.

Proporcione um ambiente agradável

Proporcionar um ambiente agradável é também papel do gestor para que
os funcionários fiquem mais felizes. Para isso, basta adotar algumas medidas simples, como deixar a disposição os equipamentos necessários para que o colaborador execute as suas tarefas, por exemplo. Além disso, deixe de lado um pouco a formalidade, tornando o ambiente mais confortável para todos. O resultado disso vai ser uma equipe bem mais produtiva e que trabalha de modo eficiente em prol de uma meta em comum.

Invista nos funcionários

Fazer investimentos nos funcionários é uma das estratégias que mais funciona para que eles sejam felizes. A razão para isso é que essa atitude demonstra preocupação com colaboradores. Então, quando você promove um curso profissionalmente, por exemplo, além de melhorar as habilidades da sua equipe, você está beneficiando o seu negócio. Ora, eles se tornam melhores naquilo que fazem, o que resulta em profissionais capacitados e produtivos. Além disso, aprender coisas novas é dar um senso de propósito para aquilo que ele executa dentro da empresa. Afinal, quando se passa muito tempo exercendo a mesma atividade é normal não enxergar mais valor naquilo.

Conclusão

Como visto, funcionários felizes produzem mais e é de sua responsabilidade adotar medidas que tornem o trabalho dentro da sua empresa mais prazeroso. Em vista disso, coloque em prática as estratégias que foram mencionadas acima. Como visto, funcionários felizes produzem mais e é de sua responsabilidade adotar medidas que tornem o trabalho dentro da sua empresa mais prazeroso. Em vista disso, coloque em prática as estratégias que foram mencionadas acima.

Dicas para aumentar suas vendas

pessoa desenhando um grafico

Vender mais é o desejo de toda empresa. E o que pode parecer difícil consegue ser simplificado com dicas que vão fazer toda a diferença. Vamos lá!

A capacitação dos funcionários, principalmente vendedores, é essencial. Eles precisam ter acesso à todas as informações dos produtos e serviços para não serem surpreendidos por perguntas das clientes, por exemplo. É preciso passar segurança e propriedade com aquilo que é transmitido.

Além disso, adquirir conhecimento é sempre benéfico. Sempre há um novo aprendizado pela frente que pode contribuir para as relações profissionais e até pessoais dentro da própria empresa. 

Uma outra dica é classificar a audiência para vender mais. É importante conhecer bem o público-alvo da empresa, quem ela precisa e quer atingir. Essa segmentação pode ser detalhada no perfil de comprador ideal. 

Assim é mais fácil estabelecer quais veículos de comunicação serão usados, qual a linguagem ideal para atrair o cliente, quais serão as campanhas publicitárias e mais. Uma dica é investir em uma pesquisa de mercado, que vai apontar todos os dados necessários para o conhecimento detalhado do público-alvo. 

Importância de estabelecer metas

Estabelecer metas também é uma ótima opção para motivar os funcionários e aumentar as vendas. Basta definir um número e em quanto tempo ele deve ser alcançado. Isso também estimula o trabalho em equipe, a concentração e a criatividade.

E falando em criatividade… ela ajuda em muito na forma de apresentar os produtos e serviços e também na hora de atrair e cativar os clientes. 

Assim, uma boa dica é investir em um atendimento personalizado. Quem não gosta de ser tratado de um jeito especial? Fazer o cliente criar uma identificação com sua empresa o fideliza e evita que ele procure a concorrência.  Por isso a importância de conhecer bem o público-alvo, seus anseios e quais problemas busca resolver com seu produto ou serviço. 

Como motivar funcionários?

pessoas felizes no trabalho

Ao contrário do que se imagina, motivar funcionários vai muito além da
questão financeira.
A realidade é que eles se sentem incentivados por diversos motivos,
como:
 Equilíbrio profissional e pessoal;
 Reconhecimento no trabalho;
 Reputação da empresa;
 Bom relacionamento entre os colegas.

O resultado disso é uma produtividade muito maior, já que um
colaborador valorizado tende a se sentir muito mais motivado.
Entretanto, quando isso não acontece a produtividade acaba caindo e
perdendo a qualidade.
Diante dessa realidade, é necessário buscar maneiras de motivar
funcionários para que eles se engajam no proposito da empresa.
Sendo assim, neste post você encontra algumas dicas que vão lhe ajudar
nessa tarefa.

Crie um ambiente confortável

O ambiente é um fator importante na motivação dos colaboradores, já que é um local em que eles passam grande parte do dia. Por esse motivo, é necessário que você tente ao máximo tornar essa jornada um pouco mais agradável.

Assim, evite regras abusivas, garanta que todos os equipamentos funcionem de maneira correta e busque sempre proporcionar o que os funcionários precisam para trabalhar.

Faça feedbacks

Fazer feedbacks é uma forma de motivar funcionários, permitindo assim o
crescimento deles.
No entanto, alguns detalhes precisam ser levados em consideração para
que essa mensagem seja passada corretamente:
 Busque se adaptar a cada colaborador, sendo sempre empático;
 Elogie sempre que o funcionário executar bem uma tarefa;
 Faça feedback individual para que não exista constrangimento.
Estimule a capacitação dos funcionários
Ainda é preciso que você estimule a capacitação dos funcionários sempre
que possível.
Isso porque, quem fica estagnado sempre no mesmo nível acaba se
sentindo desmotivado. Consequentemente, os índices da empresa caem, o que prejudica os resultados de forma geral. Então, busque proporcionar palestras, eventos e cursos para os seus colaboradores, assim eles se sentiram mais valiosos, o que é importante para o crescimento da empresa.

Aproxime a equipe

Um bom relacionamento entre os colegas também é um meio de motivar funcionários.Por consequência, você acaba tendo uma equipe mais unida, que consegue trabalhar em prol de uma meta em comum. Então, você pode, por exemplo, realizar um café da manhã no fim do mês para parabenizar os aniversariantes ou para comemorar os resultados. É importante ainda que você participe desses momentos, pois essa é um modo de mostrar que há uma valorização das boas relações dentro da empresa. Além disso, os funcionários vão se sentir mais perto do gestor, o que é importante para motivação e produtividade.

Ofereça oportunidades

Oferecer oportunidades também é um método muito eficiente para
motivar funcionários e impulsionar os resultados da empresa.
À vista disso, é necessário que você busque trabalhar com planos de
carreira, pois isso oferece uma perspectiva de crescimento para os
colabores.
Estando cientes de que é possível evoluir, mais força de vontade e
comprometimento com o trabalho eles vão ter.

Delegue novas responsabilidades

Uma das principais razões para a desmotivação dos funcionários é a rotina
de trabalho.
Para mudar essa realidade, sempre que precisar realizar novos projetos,
delegue responsabilidades entre os membros da sua equipe.
Para isso, você vai precisar conhecer cada funcionário e suas habilidades,
assim o processo todo vai ficar muito mais fácil e recompensador.

No entanto, é válido frisar que é preciso tomar cuidado, já que a
delegação de novas responsabilidades não pode ser feita de modo
exagerado.
Isto porque, ele pode acabar sentindo que se entrega demais para o
trabalho e não tem o retorno esperado.

Conclusão

Como visto, motivar funcionários é uma maneira de alavancar os
resultados do seu negócio.
Afinal de contas, colaboradores satisfeitos apresentam uma produtividade
maior e são bem mais focados no trabalho.

Como agir em casos de inadimplência?

homem fazendo uma ligação

Saber como agir em casos de inadimplência é essencial para o sucesso de qualquer negócio.

No entanto, não são todos os gestores que sabem lidar com esse tipo de situação.

Afinal de contas, cobrar um cliente e ainda conseguir ter uma boa relação com ele não é uma tarefa tão simples assim.

Todavia, é importante entender que o momento econômico atual não é o dos melhores.

Assim, você precisa saber o que está acontecendo, o que levou a falta de pagamento e tentar ao máximo preservar a relação com o consumidor. 

À vista disso, veja abaixo algumas dicas importantes de como agir em casos de inadimplência.

Adote métodos de cobranças antes do vencimento 

Nem sempre a inadimplência acontece porque o cliente não quer fazer o pagamento, muitas vezes ele só esqueceu de pagar o boleto.

Desse modo, é interessante trabalhar com métodos de cobranças antes do vencimento, como um alerta.

Isso pode acontecer através do e-mail, telefonema ou até mesmo por carta, assim você é quem decide o que é mais viável para o seu negócio. Entretanto, faça isso de forma sutil, mostrando que o objetivo é apenas facilitar a vida dele.

Análise o cliente inadimplente

O cliente atrasou o pagamento e no dia seguinte você já liga cobrando? Não é assim que as coisas devem funcionar.

A realidade é que você deve fazer uma análise antes de adotar medidas para acabar com a inadimplência, como:

  • A importância do cliente para a empresa – o valor do faturamento, a quantos anos vocês mantêm essa parceria, veja se ele já atrasou antes, etc;
  • Consulta aos órgãos de proteção ao crédito – em seguida faça uma consulta aos órgãos de proteção ao crédito, caso ele esteja com o CPF restrito pode ser um sinal de que a saúde financeira dele está comprometida.

Determine como lidar

Depois de ter todas as informações é o momento de determinar como você vai agir nesse caso de inadimplência.

As principais decisões envolvem nessa etapa envolvem:

  • Quando você vai avisar;
  • Como vai acontecer esse contato (e-mail, telefone ou carta?);
  • Você vai aceitar negociar o valor ou não?;
  • Estabeleça os pontos em que você vai ser flexível, os possíveis descontos e até quanto você pode esperar pelo pagamento.

Avise da inadimplência

O aviso é apenas uma forma de deixar o cliente ciente que está inadimplente. Em alguns casos você já pode negociar e em outros não, afinal, muitas vezes, o processo todo acaba aqui, com o cliente quitando o débito da fatura.

Hora de negociar

Agora é o momento de negociar, ou seja, de agir em casos de inadimplência.

Aqui é a hora de colocar em prática tudo que já foi planejado antes, já que o atendimento em cada caso precisa ser personalizado.  Por exemplo, para um cliente antigo, que sempre pagou tudo em dias, oferecer um desconto para retê-lo é uma ótima estratégia. Em contrapartida, se for um cliente que sempre tem esse tipo de comportamento, uma abordagem mais dura, por vezes, se faz necessária.

Conclusão

Em resumo, agir em casos de inadimplência nunca é fácil, mas é importante que exista essa cobrança para o bem financeiro do seu negócio. No entanto, o diferencial é realmente a maneira que você vai abordar o cliente.

5 dicas de ferramentas para sua gestão financeira

pessoa calculando e escrevendo

O primeiro passo para o crescimento de uma empresa é a preocupação com a gestão financeira. Afinal de contas, ela consiste na tomada de decisões que tem como principal objetivo promover o crescimento do seu negócio. Isso tudo é realizado por meio da administração do caixa, análise dos valores disponíveis, otimização do capital, etc. No entanto, fazer tudo isso sem ajuda, de forma manual, é muito complicado e trabalhoso. Sem contar que vai exigir um tempo livre muito grande, que nem sempre se tem disponível. Diante dessa realidade, abaixo você encontra algumas dicas de ferramentas para sua gestão financeira.

No entanto, fazer tudo isso sem ajuda, de forma manual, é muito
complicado e trabalhoso. Sem contar que vai exigir um tempo livre muito grande, que nem sempre se tem disponível.
Diante dessa realidade, abaixo você encontra algumas dicas de ferramentas para sua gestão financeira.

1 – Planilhas eletrônicas

Uma das ferramentas mais usadas para melhorar a gestão das finanças de
um negócio são as planilhas eletrônicas. Quando bem construídas por profissionais competentes, elas ajudam muito a compreender melhor sobre o fluxo de caixa.Isto porque, é importante saber de onde o dinheiro vem e para onde ele vai, já que só assim é possível adotar estratégias certas para alavancar a sua empresa.

2 – Gerenciador de notas fiscais eletrônicas

As obrigações fiscais também estão inclusas na gestão das finanças da sua empresa. Dentro dessa realidade, fazer a emissão de notas fiscais é um procedimento fundamental. Sendo assim, surgem os gerenciadores de notas fiscais que tornam o trabalho todo muito mais intuitivo. A boa notícia é que existem muitas opções disponíveis no mercado e a dica é buscar por aquela ferramenta que seja capaz de se integrar com outras de forma fácil. Desse modo, você não vai precisar fazer a contratação de programador para automatizar alguns processos.

3 – Sistema de gestão integrada (ERP)

Dentre as ferramentas para a sua gestão financeira uma das principais é o
sistema de gestão integrada, conhecido como EPR.
O motivo para isso é que ele ajuda nas finanças do seu negócio, sendo capaz de se integrar com diversas áreas, como:
 RH;
 CRM;
 Compras;
 Estoques;
 Logísticas.

Tudo isso porque esses sistemas são divididos em módulos e é você que escolhe com quais áreas do seu negócio ele vai se interligar. Além disso, existem ERPs especializados nos mais diferentes tipos de empresas, como academias, escolas e muito mais.

4 – Sistema de cobranças

Quem possui recebíveis em datas diferentes precisa contar com um sistema de cobrança eficiente. Afinal, não é fácil fazer o controle do recolhimento dos valores nas datas corretas manualmente. Assim sendo, recorrer a uma ferramenta de gestão financeira que faça esse tipo de trabalho é muito mais produtivo. Por conseguinte, os índices de inadimplência dentro da sua empresa vão diminuir de forma drástica.

5 – Sistemas de gestão empresarial

Por fim, o sistema de gestão empresarial precisa fazer parte do controle
financeiro da sua empresa.
Basicamente essa ferramenta faz todo o trabalho, desde o fluxo do caixa,
com as entradas e saídas, até a emissão de demonstrativos e relatórios.
O bom é que todas as informações ficam a sua disposição para análise,
logo se torna possível fazer ajustes e melhorias sempre que for necessário.

Conclusão

Preparado para utilizar essas dicas de ferramentas para sua gestão
financeira?
Não perca tempo, automatizar alguns processos no seu negócio é
fundamental para a produtividade.

74% dos consumidores não sabem o quanto pagam de imposto embutido nas compras, mostra levantamento da CNDL/SPC Brasil

48% dos micro e pequenos empresários desconhecem o quanto do seu faturamento vai para pagamento de impostos. Reforma tributária deve gerar mais empregos e baratear produtos, avaliam entrevistados. CNDL e CDL Jovem promovem ‘Dia Livre de Impostos’ no próximo dia 30

O consumidor brasileiro sabe que paga muito imposto e se incomoda com isso, mas pouco reflete sobre o peso que essa taxação elevada representa no seu consumo do dia a dia. Um levantamento inédito feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 74% dos consumidores brasileiros não têm o hábito de procurar saber o quanto pagam de imposto ao adquirir um bem ou contratar um serviço. Apenas 26% das pessoas ouvidas reconhecem ir atrás desse tipo de informação na nota fiscal ou em outros meios.

Embora essa não seja uma tarefa comum na rotina dos brasileiros, descobrir o valor dos tributos sobre produtos do dia a dia é algo que está ao alcance da população. Desde 2013 uma lei federal estipula que os estabelecimentos devem informar na nota fiscal o valor aproximado dos tributos que incidem no preço final de um produto.

Na opinião de 93% dos consumidores consultados, a tributação é um fator que contribui para que alguns produtos tenham um preço elevado no mercado. “Em grande parte dos países desenvolvidos a maior parte da carga tributária recai sobre a renda e o patrimônio, que é um modelo mais justo. No Brasil, temos um modelo perverso em que a taxação é maior sobre consumo, não importando se aquele cliente faz parte de uma classe mais baixa ou elevada. Trata-se de uma política tributária injusta, pois penaliza quem ganha menos e dificulta a população de perceber o quanto ela, de fato, paga de imposto”, alerta o coordenador nacional da CDL Jovem, Lucas Pitta.

Apenas 22% dos micro e pequenos empresários sabem percentual de imposto em transações comerciais

O levantamento da CNDL e do SPC Brasil mostra que o desconhecimento sobre o peso da carga tributária não é exclusividade dos consumidores. A multiplicidade de tributos e a complexidade do sistema tributário brasileiro dificulta até mesmo os empresários de saberem o quanto se paga de imposto. Levantamento feito com micro e pequenos empresários que atuam no comércio e serviços mostra que apenas 22% garantem saber exatamente o percentual de imposto cobrado nas transações comerciais feitas na sua empresa. Pouco menos de um terço (32%) disse saber um valor aproximado, enquanto 41% não souberam responder.

A maioria dos empresários também não sabe qual é a fatia do faturamento que vai para o pagamento dos impostos: somente 14% conhecem valor exato contra 31% que sabem de maneira aproximada e 48% que nem mesmo tem ideia. Para o coordenador nacional da CDL Jovem, Lucas Pitta, não é só o peso dos impostos que suscita questionamentos, mas também a complexidade do sistema, que é confuso e pouco transparente. “O sistema tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo e uma reforma do modelo de taxação é importante para simplificar esse quadro para os empresários, algo que também melhoraria a vida dos consumidores”, explica Pitta.

90% dos micro e pequenos empresários consideram injusto sistema tributário do país. Para 95% dos consumidores, há pouca transparência

Em cada dez micro e pequenos empresários que atuam nos ramos do comércio e serviços, nove (90%) consideram o sistema tributário brasileiro injusto. Exemplo dessa insatisfação é que 65% consideram importante que haja uma reforma tributária no país.

Pelo lado dos consumidores, o descontentamento é semelhante: Quase a totalidade (95%) dos entrevistados concordam que o sistema tributário no Brasil deveria ser mais transparente. Além disso, é disseminada a percepção de que o brasileiro paga muito imposto, mas tem pouco retorno na forma de serviços públicos de qualidade, algo compartilhado por 95% dos consumidores.

Na opinião dos empresários, o principal impacto da reforma tributária seria a geração de mais empregos (68%). Outras vantagens seria liberar recursos das empresas para investimentos (56%) e o incentivo a abertura de novos negócios no país (56%), assim como o combate à sonegação (56%). Na avaliação dos consumidores, a principal vantagem da reforma tributária seria o barateamento de produtos e serviços (55%) e a promoção da justiça social, ao estipular que pessoas de mais alta renda paguem, proporcionalmente, mais impostos (26%).

A diminuição da carga excessiva de tributos (66%) deveria ser o aspecto principal de uma eventual reforma tributária, segundo os empresários ouvidos. A unificação de diferentes tributos e o fim da cumulatividade, ou seja, o pagamento de imposto sobre imposto também são outros pontos levantados, ambos mencionados por 57%. Também se destacaram a simplificação e desburocratização do atual regime (58%), a redução da tributação sobre folha de pagamento (55%) e a revisão da tributação com alíquotas diferenciadas entre os setores da economia (51%).

“O nosso modelo de arrecadação é um entrave para o desenvolvimento do país. Há um excesso de tributos, de regimes de exceção e de burocracia, que resulta em ume enorme insegurança jurídica para empreender. As empresas de menor porte e os consumidores são os que mais sofrem com essa complexidade. É importante a mobilização da sociedade civil para colocar esse tema como prioridade para as autoridades”, afirma o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José César da Costa.

CNDL e CDL Jovem promovem ‘Dia Livre de Impostos’ com descontos de até 70%

Para conscientizar a população sobre a alta carga de impostos e apoiar a simplificação tributária no Brasil, a CNDL e a CDL Jovem promovem na próxima quinta, dia 30, a 13ª edição do Dia Livre de Impostos (DLI). Durante um dia, lojistas de 18 Estados e do DF irão comercializar seus produtos e serviços sem repassar o valor da tributação no preço final para os clientes. Em alguns casos, os descontos podem chegar a 70% do valor final do produto. Os segmentos participantes são os mais variados: supermercados, drogarias, shoppings centers, padarias, restaurantes, postos de gasolina e até concessionárias de veículos. Para conhecer os participantes acesse a página dialivredeimpostos.com.br.

Metodologia

A pesquisa ouviu 800 consumidores e 818 empresários com margem de erro de 4,00 pontos percentuais para uma margem de 95%.

CNDL – Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.

CDL Jovem – A CDL Jovem (Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem) integra o Sistema CNDL e tem como objetivo desenvolver jovens lideranças que empreendem no varejo. A CDL Jovem promove fóruns de discussões nos municípios onde há CDLs, além de integrar ideias, conceitos e experiências a partir de reuniões, palestras, seminários e eventos.

SPC Brasil – Há 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.

Informações à Imprensa

Amanda Wall
(61) 3213 2017 | (61) 9 8139 3596
imprensa@cndl.org.br

Vinícius Bruno
(11) 3251 2035 | (11) 9 7142 0742
vinicius.bruno@spcbrasil.org.br

Andrea Giardino
(11) 3254 8810 | (11) 9 7215 6303
andrea.giardino@spcbrasil.org.br

78% dos consumidores que atrasaram contas em abril são reincidentes, aponta indicador da CNDL/SPC Brasil

Em média, reincidência acontece três meses após primeiro atraso de conta; número de brasileiros que deixaram cadastro de devedores aumenta 11% em abril.

Tão importante quanto renegociar uma dívida que venceu, é conseguir manter-se livre de novos atrasos. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que 78% dos consumidores que tiveram o CPF negativado no último mês de abril são reincidentes nos atrasos – ou seja, já haviam aparecido no cadastro de devedores ao longo dos últimos 12 meses.

Considerando o universo de devedores reincidentes, 27% haviam regularizado a dívida anterior, enquanto 52% ainda estavam com uma dívida pendente e passaram a acumular mais um atraso nas contas. Os 22% restantes de pessoas que se tornaram inadimplentes em abril não estiveram com restrições no CPF ao longo dos últimos 12 meses e, por isso, não são considerados reincidentes.

Reincidência acontece, em média, após três meses do primeiro atraso

O indicador ainda revela que o tempo médio entre o vencimento de uma dívida para outra é de 96 dias, isso significa que, depois de pouco mais de três meses após ficar inadimplente, o consumidor volta a atrasar o pagamento de uma segunda conta.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o alto índice de reincidentes é sinal de que falta ao consumidor inadimplente estudar melhor a sua condição financeira antes de tentar um acordo com o credor. “Uma renegociação é como um novo compromisso financeiro, que segue novas condições, novos valores, novas taxas… Se ele não for honrado, nada impede o credor de voltar a negativar o CPF de quem está devendo. Um acordo só deve ser aceito ou proposto, se o consumidor avaliar que ele se encaixa na sua realidade”, explica Pellizzaro Junior.

Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, é fundamental ter planejamento e disciplina para renegociar uma dívida. “Uma dica importante é procurar o credor sabendo exatamente o quanto você deve, o quanto sua dívida aumentou por causa de juros e o quando você consegue pagar por mês para sair dessa situação. Muitos bancos e financeiras possuem canais especializados na internet e por telefone para facilitar esse tipo de negociação. É comum as empresas fazerem acordos por preferirem receber um valor inferior ao previsto inicialmente do que nenhuma quantia, mas é importante que o consumidor vá preparado para esse tipo de negociação”, explica Vignoli. “Tendo estudado e definido todos esses pontos antes de procurar o credor, o consumidor consegue já definir sua proposta e esperar inclusive uma contraproposta”, afirma.

Volume de brasileiros que quitaram dívidas cresce 11,2% em abril

Sobre o pagamento de dívidas, o indicador da CNDL e do SPC Brasil mostra que cresceu 11,2% o volume de brasileiros inadimplentes que saíram do cadastro de devedores no acumulado em 12 meses até abril deste ano. O índice é semelhante aos 10,6% observado em março e pouco abaixo dos 13,0% verificados em fevereiro.

Do total de devedores que recuperaram crédito no mês passado, 42% residem na região Sudeste e 25% moram no Nordeste. Em terceiro lugar aparece a região Sul (14%), seguida do Centro-Oeste (9%) e Norte (7%).

O levantamento ainda mostra que entre os devedores que recuperaram crédito em abril, 23% têm entre 30 e 39 anos. Outros 21% estão na faixa de 40 a 49 anos e 36% possuem idade acima de 50 anos. O Indicador de Recuperação de Crédito aponta que não há diferença significativa entre os gêneros: 51% dos que pagaram as dívidas são mulheres, ao passo que 49% são homens.

Metodologia

O Indicador de Recuperação de Crédito mostra a evolução da quantidade de devedores que deixaram o cadastro de inadimplentes num dado mês por conta do pagamento das suas pendências em atraso, bem como a quantidade de dívidas. Já o Indicador de Reincidência mostra o volume de devedores que atrasaram mais de duas contas. Para isso, são usados os registros de saída de CPFs das bases a que o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) tem acesso. Os dados são de abrangência nacional. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

SPC Brasil – Há 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.

CNDL – Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.


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Orçamento familiar

Cresce o número de brasileiros que conversam sobre o orçamento familiar em casa, aponta pesquisa CNDL/SPC Brasil e Banco Central

85% dos entrevistados costumam falar dos gastos com os familiares, sendo que metade trata do assunto frequentemente. Já 79% tomam decisões relacionadas às despesas domésticas em conjunto com todos da família

Falar sobre dinheiro tem sido uma rotina cada vez mais frequente entre as famílias brasileiras. É o que revela uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB). Os dados mostram que 85% dos entrevistados conversam em casa sobre o orçamento, sendo que metade (51%) discute com frequência – número que cresceu 7 p.p. em relação ao ano passado – e 21% apenas quando a situação financeira não está boa. Além disso, 15% assumem não tocar no assunto.

Considerando a forma como os rendimentos da família são organizados, 51% mantêm os ganhos em contas separadas, com cada um administrando suas   finanças individualmente. Outros 25% possuem conta conjunta envolvendo todo o rendimento da família e, em 19% dos casos, cada familiar separa parte dos rendimentos para guardar na conta única da família e faz o que quiser com o restante do seu dinheiro.

Quando se observa como os casais pensam no que se refere à reserva financeira da família, 23% dos entrevistados afirmaram nunca ter sobras no orçamento familiar, fazendo com que o dinheiro seja sempre direcionado para o pagamento de contas básicas. Em 17% dos casos, quando há sobras, esse recurso é destinado para uso pessoal — percentual que sobre para 23% entre os mais jovens. Para outros 17%, o dinheiro fica guardado para gastos do mês seguinte, enquanto 15% direcionam para poupança ou algum tipo de investimento pessoal e outros 15% guardam o valor que sobra em um investimento da família.

Ainda de acordo com o estudo, 79% dos brasileiros que moram com familiares tomam decisões sobre os gastos em conjunto com todos da casa. Já 21% afirmam que a última palavra cabe a um único morador. No que diz respeito ao uso do próprio dinheiro no dia a dia, 91% disseram tomar as próprias decisões.

“Independentemente de quem paga as contas, se não há diálogo, a tendência é que surjam divergências e gastos que vão extrapolar o orçamento. É muito importante manter conversas frequentes para estabelecer alguns pontos, como valor disponível para as despesas da casa, se haverá sobras para gastos extras e, acima de tudo, definir uma quantia que possa servir de reserva para imprevistos e realização de planos da família”, ressalta o Chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central, Luis Mansur.

46% dos casais costumam brigar por questões ligadas a dinheiro; gastos além das condições financeiras estão entre os principais motivos  para as desavenças

Quando o assunto é dinheiro, no entanto, manter um diálogo em casa nem sempre é tarefa fácil, já que cada pessoa possui uma forma própria de lidar com as contas no dia a dia. O levantamento revela que 46% dos casais admitem brigar por questões financeiras, sendo que o principal motivo das desavenças está ligado aos gastos realizados pelo parceiro além de suas condições financeiras (38%). Já 54% não costumam entrar em conflito por causa de dinheiro.

As discussões também são motivadas pelo fato de o cônjuge gastar tudo o que ganha e não formar uma reserva financeira (27%), existir discordâncias em relação aos gastos da casa (25%) e os atrasos no pagamento das contas (25%). Além disso, o hábito de consumir além da capacidade financeira também é considerado prejudicial à saúde do orçamento familiar, de acordo com o levantamento. Metade dos entrevistados (51%) acredita que algum dos familiares compromete com frequência o equilíbrio das contas, sendo o cônjuge apontado como um dos maiores responsáveis (20%). O estudo mostra ainda que 40% costumam gastar mais do que podem para satisfazer as vontades do marido ou da mulher.

Questionados sobre quem costuma ser mais cuidadoso em administrar as finanças da casa, entre os casados ou que vivem em união estável, 52% consideram ter um controle melhor do que seus cônjuges. Já 27% declararam que ambos são igualmente controlados e 18% que é o outro. Apenas 2% reconhecem que ambos são descontrolados.

“Dividir a vida com outra pessoa requer compartilhar não apenas sonhos e planos, mas sobretudo a realidade dos gastos pessoais e da família, com maior abertura possível. Não é saudável deixar para conversar com o parceiro apenas na hora em que acontece um problema. A confiança acaba sendo comprometida, com desgaste no relacionamento”, avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.


Três em cada dez entrevistados contam ao parceiro apenas parte das compras que fazem; principais itens omitidos são roupas e calçados

A pesquisa também constatou que 89% dos entrevistados compartilham com o cônjuge ou companheiro quanto ganham por mês, sendo que 60% sabem o valor exato e 29% apenas a quantia aproximada. A grande maioria (95%) costuma abrir seus gastos pessoais ao parceiro, sendo que 66% contam todas as compras que fazem e 29% apenas algumas.

Entre os itens omitidos em relação aos gastos, estão roupas, calçados e acessórios (32%), maquiagem, perfumes e cosméticos (27%), além de comida ou guloseimas (25%). A principal razão apontada para não contar para o cônjuge as compras feitas é evitar brigas ou conflitos (45%). Outros 25% reservam parte do dinheiro para gastar como quiser no dia a dia e 15% evitam comentar quanto consomem por não gostar de ter seu dinheiro controlado pelas pessoas.

Ao avaliar se os casados pensam no futuro, 42% responderam que têm um planejamento de vida em conjunto para os próximos cinco anos e respeitam a estratégia traçada para atingir a meta — especialmente os mais jovens, com 80% das menções. Em contrapartida, 31% dos casais não possuem qualquer tipo de plano, e 27% dos entrevistados afirmam ter planos financeiros para o futuro, mas não fazem nada de concreto para atingi-lo.

Metodologia 

Foram entrevistados 804 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais, sendo que continuaram a ser ouvidos 90% dos consumidores que residiam com seus familiares. A margem de erro no geral é de no máximo 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Sobre o SPC Brasil – Há 60 anos no mercado, o SPC Brasil possui um dos mais completos bancos de dados da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.

Sobre a CNDL – Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.